segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Pontuação (II)

Começámos pelas reticências que, depressa de mais, insisti em abolir. Introduziste-te de mansinho, a seguir a dois pontos cruciais, os suficientes para querermos escrever em texto corrido a nossa história. Vieram exclamações surpreendentes. Aconchegámo-nos entre parêntesis, como se as palavras lá fora não importassem e só o nosso discurso interior chegasse para pontuar o Mundo. Não nos chegou e quisemos saltar para fora, dar sons e ditongos às palavras sensaboronas. Desprotegemo-nos sobre o escudo de aspas. Vieram os pontos de interrogação. Eu só queria dar-te voz aqui, depois do travessão que tracei para ti. Não sabemos como, escreveu-se um ponto. Eu sei que não é final. Sinto-o. Não permitas que um corrector apague o que quer que seja. Espero-te para lá da história. No final feliz.
Parágrafo?

8 comentários:

A. disse...

I'm amazed...

Vertigo disse...

E isto lê-se sem pontuação.de um fôlego só.

caos da teoria disse...

:)
Nova página.
De preferência limpa.

RC disse...

a.

Thanks. :)

RC disse...

Vertigo,

Respira fundo. :)

Xi.

RC disse...

Caos,

Hope so. Um dia será o dia.

Xi.

Cantinho dos devaneios disse...

Mudança de capítulo?...

RC disse...

Cantinho,

Quiçá? Quiçá? Quiçá?

Xi.