quarta-feira, 4 de maio de 2011

Gosto de jogar contigo

Verdade. E com sequência.

Lar, doce lar

(Amor)recimento?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Goodbye?

Adeus? Adiabo.

domingo, 1 de maio de 2011

Adeus?

Goodbye? Badbye.

Útero

Eu moro na minha mãe.

sábado, 30 de abril de 2011

Erotic sky

(Ele)- Nú -vem.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A Sul

(D)'Évora (-me).

terça-feira, 26 de abril de 2011

Carta personalizada

Escrevo-te uma carta. Com sê-lo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Morreu afogado

Foi encontrado (Mar)to.

Mais uma volta, mais uma viagem

Volt(a)ei.

domingo, 24 de abril de 2011

Olhos d'água

Lábios de mar.

sábado, 23 de abril de 2011

Sra. da Rocha

Mna. da Falésia

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Lost Bum

C(loser).

A Sul

All grave.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Repara nas costuras

Sempre soube que ele era avesso a coisas do avesso.

Com sotaque brasileiro

É irónico que sejas tu quem me veio ins(pirar).

Let's switch to english

sin (você). sin (tu).

sábado, 2 de outubro de 2010

Eco

É libertador chegar aqui e estar sozinha no meio das palavras. Como quando, perante um abismo, se grita para que o eco nos preencha a linha ténue entre o chão firme e o salto.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Estado primitivo

Também já sentes borboletas na barriga?- pergunta-me ele. Só bichos da seda dorminhocos. Por enquanto.- respondo honestamente.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Gravador de chamadas emocional

Ligou-se ao coração de RC. De momento, não estou disponível. A seguir à última batida, deixe o seu carinho ou tente mais tarde. Obrigada. Pum pum.

EU ropa (III)

Quando chove em Colónia cheira a água de Colónia?

EU ropa (II)

Lux(o)mburgo.

EU ropa (I)

Brux(as)elas.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Pirulito

Ainda assim m'orgulho.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Amar em caudal estreito

A mar? Não: A rio.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Verão

Vocês não verão! Vocês outonarão.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Parentesco

A minha sogra deixa-me completamente à nora.

Escreveu-se

Aqui

terça-feira, 30 de junho de 2009

O universo conspirará

Feliz Universário!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Call you back

- Andas apática! Não me andas a ligar nenhuma... - Ligo-te mais tarde, ok?.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Egoísmo

Nunca mais voltei a dar de mim. Agora empresto-me e mostro-me picuinhas quanto ao prazo de devolução.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Volte de face

(Re) Voltei-me e voltei.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Tudo tem um fim

Até sempre! :)

domingo, 21 de dezembro de 2008

Desaf(r)io

O Pedro pediu. A RC faz a vontade- Bryan Adams go ahead: - És homem ou mulher? Hey little girl - Descreve-te. Here I am - O que pensam as pessoas de ti? 18 Till I Die - Como descreves o teu último relacionamento? I will be right here waiting for you - Descreve o estado actual da tua relação. Last chance - Onde estarias agora? Heaven -O que pensas a respeito do amor? Cuts like a knife - Como é a tua vida? Win some, lose some - O que pedirias se só pudesses ter um desejo? Don't drop that bomb on me - Escreve uma frase sábia. Do I have to say the words?

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Hoje temos um dos concertos da minha vida

Eu e dois dos homens da minha vida. :)
(Gotan Project no Campo Pequeno)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Na voz dos outros (X)

"Desterra de ti medos e desejos, e nada terás que te tiranize."
Epícuro

Final feliz

E depois o despertador não chegou a tocar e não tinha sido nenhum sonho. Decidiu ir para a cama quando percebeu que tudo não tinha passado da realidade.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Quick

E depois quanto sinto a(lento) ele passa tão ar(rápido).

domingo, 14 de dezembro de 2008

Snooker passional

Ao longo de meses, fomos colocando nas redes, uma a uma, todas as bolas encarnadas-paixão.
Debruçamo-nos na mesa, numa dupla de adversários incautos, em poses que nos remetiam para fortes tacadas, sem nunca recorrermos ao uso de giz (nenhum de nós- achava eu-gostava de algo que escrevesse e facilmente fosse apagado).
As outras bolas de cor foram jogadas, somámos pontos. Acabou o jogo: nenhum saiu vencedor.
A bola branca lá permanece, em cima da mesa forrada a feltro verde-esperança, suspirando por um jogo de desempate final.

Amor marciano

É como a relação planeta Terra-Marte: não deixas de ser quem está mais próximo de mim mas, ainda assim, a tantos anos-luz de distância.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Na voz dos outros (IX)

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassado ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
"Elogio ao Amor" - Miguel Esteves Cardoso in Expresso

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Na voz dos outros (VIII)

"Ouvi Dizer Ouvi dizer que o nosso amor acabou... Pois eu não tive a noção do seu fim! Pelo que eu já tentei, eu não vou vê-lo em mim: se eu não tive a noção de ver nascer um homem. E ao que vejo, tudo foi para ti uma estupida canção que so eu ouvi! E eu fiquei com tanto para dar! Agora não vais achar nada bem que pague a conta em raiva! E pudesse eu pagar de outra forma!!! E pudesses eu pagar de outra forma!!! E pudesses eu pagar de outra forma!!! Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã, e eu tinha tantos planos p'ra depois! Fui eu quem virou as páginas na pressa de chegar até nós, sem tirar das palavras seu cruel sentido... Sobre a razao estar certa, resta-me apenas uma razao: e um dia vais ser tu e um homem como tu como eu não fui um dia vou-te ouvir dizer: E pudesses eu pagar de outra forma!!! E pudesses eu pagar de outra forma!!! E pudesses eu pagar de outra forma!!! Sei que um dia vais dizer: E pudesses eu pagar de outra forma!!! E pudesses eu pagar de outra forma!!! E pudesses eu pagar de outra forma!!! A cidade está deserta e alguém escreveu o teu nome em toda a parte: nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas. Em todo o lado essa palavra, repetida ao expoente da loucura! Ora amarga, ora doce... Para nos lembrar que o amor é uma doença, quando nele julgamos ver a nossa cura..."
Ornatos Violeta

domingo, 7 de dezembro de 2008

Herpes emocional (ou como passa a paixão, afinal)

É simples, passa como um herpes.
Primeiro ficas com febre, com calor, ou apanhas sol de mais. E, como por castigo desse sentir quente, o herpes aloja-se na tua alma. E faz o teu coração inchar tanto que parece que vai rebentar.
Ao princípio não te parecem bolhas, sentes apenas uma comichão leve, uma dor quase que boa. Uma impressão. Mas, depois, depois percebes é que tens a alma cheia de pus. E tentas rebentar o que afinal são bolhas e ainda assim não resulta. Tens que deixar secar. E leva tempo. O seu próprio tempo.
E há alturas em que só te consegues concentrar na crosta feia e áspera que fica, como uma capa dura a proteger-te o coração. Ainda assim inestética, feia mesmo.
Mas, um dia (pasma-te!), acordas com as células renovadas e no lugar onde estava o herpes está um novo tecido cardíaco. Diferente, renovado. Ainda assim, teu.
E mesmo que saibas que o herpes pode voltar, tens também a certeza confirmada que tens em ti essa capacidade- quase fotossintética- de regeneração.

Na trama bamba

"I love the way you feel blue, I love the way I walk without you". Seriously.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Speaking

Falar é pensar para fora?

Thinking

Pensar é falar para dentro?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Na voz dos outros (VII)

"Não sabemos o que é a vida. Sozinhos achamo-nos mais capazes. E quando nos sentimos tristes, sem testemunha, a tristeza é doce. Não precisamos fingir tanto, nem tantas vezes. Podemos gritar á vontade que ninguém nos ouve, e uma cama não deixa de ser uma cama por a encontrarmos vazia."
Pedro Paixão in "Vida de Adulto"

Pedro

Paixão é substantivo masculino. E não se sente: lê-se. E assim é tão melhor.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Re-open

Coração remodelado e equipado com os mais modernos sentimentos e as mais tecnológicas emoções. Acabamentos de luxo. Descalce as más intenções antes de entrar. Sinta-se em casa.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Lavandaria emocional

Comprei um "corador", onde posso estender o meu coração para "corar". Coro-o para ver se lhe consigo restituir a sua verdadeira cor: vermelho encarnado ou encarnado vermelho, já não me lembro bem. É importante sentir que posso desencardir a alma, desamarecê-la. Ao poucos, lavo o coração bem lavadinho, com sabão azul e branco, para que fique tão alvo que o possa tornar num coração domingueiro, num coração de levar à missa.
Aproveitar esta nesga de sol que me queima a pele, para pôr o coração a corar. Expô-lo á luz. Passá-lo por água, tirar todo o sabão, torcê-lo. Estendê-lo. Sem medos. Mais não seja para que core de vergonha. Que me importa? Ao menos que volte à sua vermelhidão encarnada. Vice versa, talvez.

Ao grunho-dandy da sua Areya

Obrigada por me teres tramado. Retribuo-te com um tropeção trapalhão setentecista e passos de braço dado sob um céu de noite de chuva miudinha. Gosto mesmo de ti. Muito.

Me

Abrir a janela mal o sol nasce e inspirar o ar fresco da manhã, numa varanda sobre o mar. Maresia a cegar-me os olhos. A manhã a romper-me na pele. Hoje estou assim.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Refresh

Separação? Reparação.

Net, blog, acção

(Private joke)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Na voz dos outros (VI)

"Não só os sentimentos criam as palavras, também as palavras criam sentimentos. As palavras formam uma arquitectura de ferro. São a vida e quase toda a nossa vida- a razão e a essência desta barafunda. É com palavras que construímos o mundo. É com palavras que os mortos se nos impõem. É com palavras, que são apenas sons, que tudo edificamos na vida. Mas agora que os valores mudaram, de que nos servem estas palavras? É preciso criar outras, empregar outras, obscuras, terríveis, em carne viva, que traduzem a cólera, o instinto e o espanto. E estou só e é noite. Por trás daquela parede fica o céu infinito. Para não morrer de espanto, para poder com isto, para não ficar só e doido, é que inventei a insignificância, as palavras, a honra e o dever, a consciência e o inferno."
Húmus

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Verdadeira modéstia

O problema não sou eu, és tu.

domingo, 23 de novembro de 2008

Direito do consumidor de amor/paixão

Artigo 1º
Direito à reparação de danos
1- O amante a quem seja fornecido amor/paixão com defeito, salvo se dele tivesse sido previamente informado e esclarecido antes da celebração do sentimento surgir, pode exigir, independentemente de culpa do fornecedor do bem, a reparação da coisa, ou a sua substituição, a redução do preço ou a resolução do sentimento.
2- O amante deve denunciar o defeito no prazo de meia-vida, caso se trate de paixão, ou de uma vida, se se tratar de amor, após o seu conhecimento e dentro dos prazos de garantia previstos. (…)

sábado, 22 de novembro de 2008

Quite normal

"Estás a voltar a ficar nor(mal)"- dizem-me. " Enganas-te, estou a ficar nor(bem). Nor(melhor), de dia para dia". E sorrio.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A vida (2º acto)

(Re)abram as cortinas. Liguem as luzes. Direccionem o foco. The show must go on. :)

Abre-te Sésamo

Para entrar aqui, pedir com jeitinho aqui.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Animals

O problema- o grande problema- é que quanto mais conheço outros mais percebo porque continuo a gostar tanto de ti. Sei que contigo irá acontecer exactamente o mesmo: nenhuma outra se encaixará na perfeição como eu. Chega de lutar.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Tempo

O que fazes com o tempo livre que te resta, sem mim, sem ela, e que podia ser gasto num quarto qualquer ou num capot de um carro, ou numa praia deserta, ou numa rede de linho partilhada a dois? Ou simplesmente a rir, enquanto te beijava a minha mão. Devolve-mo.

Anagrama (I)

Amar. Arma.

Escalada

Desafiar a força, a resistência, o frio, a força da gravidade, as intempéries só para chegar ao cume e sentir que sou capaz. Mesmo que no caminho outra avalanche me faça recuar. Mesmo que lá em cima me falte o ar. Tenho que trepar, sem cordas nem cabos. Com a força com que te amei e que me sobra agora.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Desassoprar

Aos poucos, lentamente, começo a esvaziar-me de ti. Vais-me despreenchendo. Desenchendo. E percebo, finalmente, o tudo que posso fazer com esta divisão ampla e espaçosa que vai ficando.

domingo, 16 de novembro de 2008

Na voz dos outros (V)

"A infelicidade enquanto cão Passear a infelicidade como se fosse um cão. Fazer-lhe festas no lombo, acariciar-lhe o focinho. Meter a infelicidade na cama e sentir o calor antigo. Oh, o conforto da infelicidade a abanar o rabo, fidelíssima; a lamber as pernas, matreira; a ganir, apalermada; a ladrar, quando cheira alguém estranho. Leva-se à rua a infelicidade e há sempre quem meta conversa:- Essa infelicidade é sua? Coitadinho, que ternura, coitadinho.E então alimenta-se a infelicidade com bocados de carne (própria) e goza-se a bestial pacificação do estar na merda."

Outono

Sopras os meus dentes de leoa e deixas-me despida e nua nos verdes campos de outrora.

sábado, 15 de novembro de 2008

What if...

... depois de sararem as aftas do teu céu, descobrisses que as nuvens podem ser mesmo azuis e não mero reflexo dos mares?

.

Acabou = a.k.a.vou

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Recado no gravador de chamadas

"O teu Guincho guincha furiosamente por ti".
Obrigada, G.

Aconchego

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Fêmea (II)

Gineceu? Gine(meu). Gine(nosso).Partilhado.
(À R., em tom cúmplice).

Fêmea (I)

Para ti me dispo, não mulher: (nu)lher.

Not a Big Apple goodbye

Não foi uma despedida e peras. Foi uma paixão e maçãs.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

I still remember our last kiss

Wishlist

Que a razão que me levou a partir fosse exactamente a mesma que me pudesse levar a regressar.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Custou mas passou

De(pressa)õ? Não, (devagar)são.

Brinde

O meu coração é um pega-monstros.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Closet

No tempo em que me lias, as palavras eram escolhidas com bom gosto, retiradas de cabides acolchoados a cetim, com cheiro a naftalina. Hoje, são as palavras meio despidas (deslidas?), quase vagabundas, desnudadas de ti.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

More than words

Quando, finalmente, se abre o coração e se diz tudo, não fica nada mais por dizer. That's it.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Board Diary

Entretanto, os traços deste diário de viagem ganharam traças.

sábado, 1 de novembro de 2008

Sickness (II)

Saúdas-me na doença.

Raio X

A senhora do raio x mandou-me entrar na cabine e despir o soutien. Podia conservar a camisa vestida, mas tinha que despir o soutien. Como se ao libertar o peito, um movimento sufragista me libertasse o coração que nele habita.
- Encoste-se à estrutura bem direita e inspire fundo. Não respire.
Por uns momentos pensei que se seguiria o raio y à alma. E aí ouvi-la-ia dizer:
- Desencoste-se da estrutura e expire finalmente. Respire fundo, com alívio.
Alma solta como o raio que a partiu. Radiografia da alma na mão, pronta a ser observada por um qualquer profissional de saúde. Cardilogista procura-se.

Strumming my pain with his (so particular) fingers

7MD

Na voz dos outros (IV)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Halloween

Brux(as)elas.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Humpft

Amar(gura).

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Anúncio

Dama de copas procura vale(n)te.

C:// delete

Porque é que não te consigo formatar da minha memória?

Colorful jealous

Amar(ela)? Não, amar(mim).

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Suspiros

A paixão é como os suspiros de açúcar: tem uma forma atraente, remete-nos para uma imagem de paladar apetitosa mas depois da primeira dentada tem mais ar que açúcar e começa a enjoar.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Pontuação (II)

Começámos pelas reticências que, depressa de mais, insisti em abolir. Introduziste-te de mansinho, a seguir a dois pontos cruciais, os suficientes para querermos escrever em texto corrido a nossa história. Vieram exclamações surpreendentes. Aconchegámo-nos entre parêntesis, como se as palavras lá fora não importassem e só o nosso discurso interior chegasse para pontuar o Mundo. Não nos chegou e quisemos saltar para fora, dar sons e ditongos às palavras sensaboronas. Desprotegemo-nos sobre o escudo de aspas. Vieram os pontos de interrogação. Eu só queria dar-te voz aqui, depois do travessão que tracei para ti. Não sabemos como, escreveu-se um ponto. Eu sei que não é final. Sinto-o. Não permitas que um corrector apague o que quer que seja. Espero-te para lá da história. No final feliz.
Parágrafo?

sábado, 25 de outubro de 2008

Costura

A paixão estava-lhe tão grande que a deixou arrastar-se pelo chão durante meses, na esperança que a calçada e as solas dos sapatos (os mesmos que a pontapeavam) a desgastassem. Até que percebeu que não lhe restava nada mais senão fazer uma bainha. E pegou em agulha e linha, enfim.

Poder

E não podes fazer, absolutamente nada, para que eu deixe de te amar: é essa a minha força sobre ti.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

What if

Como te irás sentir quando deixar de te dedicar uma palavra sequer?